Nos últimos anos e no mês passado a Câmara aprovou que se faça um plebiscito, consultando a opinião de paraenses sobre a divisão do Pará em três estados(Pará, Tapajós e Carajás).
Obviamente, com a divisão haveria uma redução da extensão territorial, o que, de acordo com latifundiários,favoreceria uma melhor administração da região e investimentos públicos.
Através dos plebiscitos é que será realizada ou não essa fragmentação, mas para tal, é necessário que a região tenha conhecimento sobre os prós e os contras disso. Abaixo encontra-se opiniões contra e a favor sobre esta notícia:
Contra – Segundo o economista Rogério Boueri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se criados, os estados de Carajás e Tapajós não serão Viáveis Financeiramente, pois dependerão de ajuda federal para suprir os custos das novas estruturas de administração pública e política (novos governantes, prefeituras e outras organizações).
Além disso, segundo Rogério, será necessário grandes investimentos na construção de edifícios públicos. Por exemplo no interior do Pará terão que implantar e ampliar infraestruturas,como aeroportos e rodovias.
A Favor – Defendem que a separação trará benefícios para a sociedade, em investimentos públicos como Hospitais, escolas e infraestrutura para as regiões isoladas.
A Prefeita de Santarém (pode ser a capital de Tapajós), Maria do Carmo, afirma que a criação do novo estado é uma reivindicação histórica e cultural – “Estamos a mais de 800 quilômetros da capital. Os recursos e os serviços não chegavam” e “mesmo com o aumento da presença dos governos federal e estadual, permaneceu o espírito separatista”.
O Prefeito de Marabá (pode ser a capital de Carajás), Maurino Magalhães, disse “batalhar” pela criação da nova unidade federativa. “A maioria da população da região é favorável à divisão” e “Somos uma região de difícil acesso e com pouca presença do governo estadual. Por isso, vai ser importante a criação de Carajás para o desenvolvimento da nossa região.”
-> A questão é: Será que a fragmentação do Pará realmente trará benefícios em todas as áreas como saúde, educação, segurança e outras já que a área dos estados será menor? Ou será que os investimentos para a construção das novas estruturas de administração pública e política serão tão grandes de forma que não compense essa mudança? Bom, é uma questão a se pensar!
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